Raissa Moreira https://r4issamoreira.com.br Lifestyle, organização e autocuidado para quem cuida de pessoas. Mon, 29 Dec 2025 15:40:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://r4issamoreira.com.br/wp-content/uploads/2026/01/logomarcaretangularraissamoreira10-150x150.png Raissa Moreira https://r4issamoreira.com.br 32 32 O Abandono Afetivo de Idosos no Fim de Ano https://r4issamoreira.com.br/2025/12/29/o-abandono-afetivo-de-idosos-no-fim-de-ano/ https://r4issamoreira.com.br/2025/12/29/o-abandono-afetivo-de-idosos-no-fim-de-ano/#respond Mon, 29 Dec 2025 15:25:49 +0000 https://r4issamoreira.com.br/?p=35 Algo me chama a atenção faz muitos anos, é o abandono dos idosos no Natal e Ano Novo. Como fisioterapeuta, sempre observei com indignação os familiares deixarem os idosos em instituições de longa permanência, até mesmo em hospitais particulares.

Isso agrava o abandono afetivo de um idoso que já passou um ano praticamente sozinho. Era apenas essa a minha percepção, agora não, é diferente, estou vivendo na pele essa questão. Os convites aparecem sem levar em consideração a minha tia idosa e bipolar. Sem se importar que ela perdeu a irmã não faz muito tempo e que ela tem um transtorno mental. Não existe uma organização que contemple nós duas juntas. Quem tenta não pensa no ambiente, nos fogos, no tumulto e na rotina.

Esse problema já vi que será anual, relevante tanto pra mim e pra ela, ainda é um mistério como melhoraremos essa questão, isso torna o idoso mais frágil física e psicologicamente, ameaçando sua dignidade. E também causa um impacto na saúde mental do cuidador, ainda não sei explicar exatamente o que, esse incomodo ainda não tem tradução em palavras.

Pelo Estatuto do Idoso e definição do Ministério da Saúde (2003), são considerados idosos indivíduos com 60 anos ou mais. A Constituição Federal e o Código Civil impõem obrigações aos familiares, comunidade, sociedade e poder público para garantir, de forma prioritária, direitos como vida digna, saúde, alimentação, cultura, educação, esportes e lazer. 

O relacionamento familiar influencia diretamente o comportamento do idoso e do cuidador familiar mais próximo. Em “lares” onde esse papel é deixado praticamente apenas para uma pessoa, surgem frustrações, depressão, agressividade e isolamento social de ambas as partes.

Já em famílias mais afetuosas, prevalece o bem-estar emocional e organização de quem menos pode se locomover.

Pessu, final do ano é para diminuir as distâncias emocionais. Enquanto isso não ocorre, somos nós duas tentando nos entender numa época tão emocional.

Vai dar tudo certo!

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3 Áreas da Vida do Cuidador que Precisam de Organização para Cuidar de Idoso sem Esgotamento https://r4issamoreira.com.br/2025/12/18/3-areas-da-vida-do-cuidador-que-precisam-de-organizacao-para-cuidar-de-idoso-sem-esgotamento/ https://r4issamoreira.com.br/2025/12/18/3-areas-da-vida-do-cuidador-que-precisam-de-organizacao-para-cuidar-de-idoso-sem-esgotamento/#respond Thu, 18 Dec 2025 19:01:43 +0000 https://r4issamoreira.com.br/?p=32 1-Parte Física

Logo que cheguei em Natal, criei uma rotina de cuidados que incluem musculação e dança como atividades principais. Em raras oportunidades, também faço trilha. No entanto, essa atividade exige mais organização, porque preciso deixar tudo certo, organizado, resolvido, para que minha tia fique aos cuidados de outra pessoa.

Você que cuida de uma pessoa idosa, comece algo! Pode ser uma caminhada, o que você preferir e o que se adequar à sua realidade.

2- Parte Mental

Estar 24 horas com uma pessoa idosa é pesado para a mente e, por isso, é preciso ter apoio emocional e psicológico.

Você pode procurar várias formas de trabalhar o autoconhecimento, como grupos de apoio, psicólogos, amigos, familiares e até mesmo outros profissionais, dependendo da ocasião, como enfermeiros, fisioterapeutas ou médicos. Lembre-se: ninguém cuida de um idoso sozinho.

3- Parte Cognitiva

É muito importante trabalhar a segurança na tomada de decisão, desde pequenas decisões como o dia da feira, o dia de ir ao mercado, o que comprar, o que comer, o dia do passeio no shopping, o almoço fora, até quando esse idoso precisa de cuidados além dos domiciliares. É a vida de outra pessoa diretamente nas suas mãos. Você tem que tomar decisões, e, por mais que as pessoas te apoiem, é você quem está 24 horas com o idoso.

Por exemplo: faz mais ou menos 2 meses que houve um episódio em que a minha tia precisou fazer uma cirurgia de hérnia inguinal e eu tomei todas as decisões para que a cirurgia fosse feita o mais rápido possível.

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Minha Mudança https://r4issamoreira.com.br/2025/12/18/minha-mudanca/ https://r4issamoreira.com.br/2025/12/18/minha-mudanca/#respond Thu, 18 Dec 2025 18:29:53 +0000 https://r4issamoreira.com.br/?p=30 Eu mudei, e não foi só de endereço: agora estou morando em Natal, Rio Grande do Norte!

Quando morei em Curitiba, trabalhei como Fisioterapeuta Domiciliar e atendi pacientes no último estágio da vida, na velhice, principalmente pessoas com Parkinson e Alzheimer. Sempre tive um conflito interno muito grande ao ver as famílias e os cuidadores que não conseguiam cuidar de uma forma que fosse saudável para todos. Incomodava-me o modo como as pessoas agiam com os idosos. Havia quem deixasse de cuidar da própria vida para cuidar do idoso 24 horas. Essa atitude é fomentada e naturalizada por familiares que delegam todas as funções para uma única pessoa que, geralmente, é mulher, solteira e sem filhos.

Então, eu ficava observando esse formato de cuidar, um formato desgastante, estressante, triste a ponto de levar o cuidador ao esgotamento psicológico e físico. E, no final das contas, não era eficiente para cuidar do idoso.

Foi com essas vivências que cheguei em Natal para cuidar de uma tia com depressão bipolar.

Posso dizer que é fácil? Não! Mas, com toda certeza, eu conseguiria fazer melhor do que eu já presenciei como profissional da fisioterapia que atendia na intimidade do lar das pessoas idosas. É claro que ninguém passa por um processo de mudança tão drástica de forma “inteira”, e comigo não foi diferente: precisei me adaptar a essa nova vida e a essa nova realidade. Eu já tinha em mente que precisava manter os meus cuidados físicos, mas isso não foi o bastante. Eu sofri um esgotamento mental e, depois, comecei com cuidados psicológicos com uma psicóloga que, além de tratar adultos (o que me entenderia), também entende de idosos, porque agora tem a minha tia.

Precisei passar por isso para entender que tenho que colocar limites e que preciso me cuidar para cuidar bem… Se eu não me cuidar, como vou cuidar bem de uma pessoa idosa?

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